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11/03/2016
  • TarefaIntegração e desenvolvimento da equipe pastoral

Resultados do Projeto

Processo de integração e desenvolvimento da equipe pastoral
Complementaridade de habilidades pastorais
Em 2014, fomos convidados pelo pastor sênior de uma igreja na Grande São Paulo para conduzir um processo de integração e desenvolvimento da equipe pastoral: 5 pastores, ao todo, a quem atribuímos nomes fictícios para manter a confidencialidade.

Com apoio do instrumento de autoconhecimento Majors PT-E, fizemos o mapeamento de preferências e características pessoais dos pastores. Realizamos um workshop, onde foi apresentada a teoria dos tipos psicológicos, e cada um dos pastores validou o seu perfil, conforme tabela a seguir.

Os pontos fortes (funções dominantes) do time estão evidenciados em verde.

Descrição dos tipos psicológicos
  • Si – Sensação introvertida
    Capacidade de usar as experiências registradas em seu “banco de memórias sensoriais”, para comparar e validar as informações recebidas do mundo exterior.

  • Ti – Pensamento introvertido
    Habilidade de realizar uma análise lógica dos processos, de improvisar e criar modelos mentais para incorporar todos os aspectos de um problema e achar uma solução.

  • Fi – Sentimento introvertido
    Idealismo em torno de valores pessoais, disposição para sacrificar-se por uma causa quando acredita profundamente que sua importância é fundamental.

  • Se – Sensação extrovertida
    Capacidade de ler as pessoas e situações a partir de estímulos sensoriais, habilidade para resolver situações de crise com abordagem criativa e prática.

  • Te – Pensamento extrovertido
    Habilidade para organizar as pessoas e os recursos de uma forma lógica, delegar os papéis e responsabilidades para atingir os objetivos com máxima eficiência.

    Em amarelo, os pontos vulneráveis, ou seja, as funções que não são as dominantes em nenhum dos pastores, mas que eventualmente podem ser usadas como função auxiliar de dois deles.

  • Ni – Intuição introvertida
    Habilidade de sintetizar as informações e apresentar uma avaliação sumariada, ou capacidade de ter insights para saber o que precisa ser feito antes mesmo de uma análise detalhada.

  • Ne – Intuição extrovertida
    Capacidade de apresentar várias possibilidades para atender as necessidades das pessoas, deixando para cada uma a decisão final sobre qual é a melhor possibilidade.

    Isto nos alertou para a possibilidade de que a esse grupo pastoral pode faltar a habilidade de extrapolar as informações concretas do presente ou de sua experiência, para buscar alternativas ainda não exploradas.

    Em vermelho, o ponto cego, ou seja, a função que não aparece, nem como dominante nem como auxiliar de nenhum dos pastores.

  • Fe – Sentimento extrovertido
    Capacidade de antecipar as necessidades dos membros de um grupo social, interagir com empatia, visando alcançar objetivos que sirvam aos melhores interesses de todos.

    Embora essa igreja tivesse como propósito ser uma “comunidade acolhedora”, verificamos que nenhum dos pastores tinha como característica natural a busca da harmonia e a afirmação positiva de outras pessoas.

    Além disso, identificamos um potencial de atrito entre Tiago e Filipe que têm preferências opostas. Filipe tende a tomar suas decisões de modo impessoal com base em análises lógicas e critérios objetivos, enquanto Tiago prefere ponderar as situações de um modo subjetivo e decidir com base em seus valores pessoais.

    Demos continuidade ao programa de integração dos pastores, conduzindo um processo de coaching individual, ajudando cada um a desenvolver as funções que não lhe são naturais e, portanto, menos usadas, e apoiando todo o time a aprender a conviver com as diferenças, de modo a complementarem-se em busca de seu objetivo comum.